sábado 17 de octubre de 2009

NOJO!!!

Agora nada mais me passa pela cabeça se não o nojo que sinto......

Nojo de ter me dedicado a ser um alguém que sempre foi tao diferente do que eu sempre fui...

Nojo pela hipocresia humana, nojo por ter sido acusado, por varias vezes humilhado.....

Quando descubro que o carrasco é quem tem a maior parcela de culpa.....

A desonestidade emana de quem jura ser honesto......

Quem nunca quis nada além de confiança, esse é relegado ao lodo........

Quem sobe em seus pedestais a olhar e julgar de cima, a resgatar bobagens de outros tempos.....

Esquece que seus tempos também não foram nada corretos.......

Que sua vida se desfaz, que seu sonho não passa de mentiras.......

Mentira vivida por uma só pessoas

Aquela que achava estar em um sonho....

miércoles 7 de octubre de 2009

Voar perdido nos ventos!!!

(...)Diz-se, amiúde, que os anarquistas vivem em um mundo de sonhos de futuro, e não vêem as coisas do presente. Vemo-las em demasia sob as suas verdadeiras cores, e é isso que nos faz brandir o machado nesta floresta de preconceitos autoritários que nos obcecam.
Longe de viver num mundo de visões, e imaginar os homens melhores do que são, vemo-los tais como eles são, e é por isso que afirmamos que o melhor dos homens torna-se essencialmente mau pelo exercício da autoridade, e que a teoria da "ponderação dos poderes" e do "controle das autoridades" é uma fórmula hipócrita, fabricada pelos detentores do poder para fazer o "povo soberano" - que eles desprezam - crer que é ele quem governa.(...)

KROPOTKIN, Piotr. A Anarquia. Sua filosofia, seu ideal. 1908, Lisboa.


A cada reação, a cada novidade mundial, cremos menos forte a esperança, e quando no último "post", me vi de certa forma, útil novamente, para um movimento que aos poucos volta a figurar entre as novas esperanças de um mundo quebrado, destroçado pelas mãos desses "homens".

Quando por último, participei do movimento da Avaaz sobre os jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, uma mobilização pedindo aos deputados e afins, que se comprometam a utilizar os 30 bilhões com seriedade e honestidade, proporcionando condições de vida favoráveis ao povo brasileiro, escrevi ao final da mensagem, que me envergonhava de ter que pedir isso, haja vista, que o trabalho ao qual eles foram designados era esse mesmo.

Perdido nas linhas e entre-linhas de Kropotikin, encontrei as respostas para esse clamor, e reproduzi de forma mesmo que precária nessas linhas que iniciam meu texto. Sim, é o imaginário, o mito, são essas as idéias que eles lançam, utilizando do despreparo e da deseducação - proporcionada por esses mesmos - por parte da população, que as coisas chegaram a tal ponto.

A Polícia faz sua parte, o Exército a sua, o governo corre por fora e como diria o próprio Kropotkin, o grande "polvo" que é o estado enlaça suas garras na população e no mundo como um todo.

Não sei o que tanto ainda falta para algo acontecer, consciência??? motivação??? condições??? condição material (saúde, educação e etc) para que a população possa estar "inteira" para a revolução???

Ficam as dúvidas de alguns, mas pra mim a revolução já está acontecendo, quando discutimos, quando vejo tremular a bandeira anarquista, quando me encho de esperanças acerca de um futuro que não sei se acontecerá mesmo.

Ao certo sei que as borboletas já bateram suas asas e os ventos sopram indicando a formação do tornado que arrastará tudo e todos.

Saúde!!!

sábado 3 de octubre de 2009

As Palavras as Esperanças....

A bandeira com seu grande "A" volta a tremular em meio as notícias mundo afora, uma reunião do G-20, reunião dos 20 países mais babacas do mundo, com seus representantes mais babacas ainda, se reunem para tomar "chá" (cogumelo) e conversando sobre o maior de todos os problemas social que nos assolam, o clima.


Enquanto eles discutem, o planeta aquece, as calotas polares dissolvem-se, e imbecis ainda fazem piadinhas, pois bem, sintam novamente o temor e o peso da bandeira Anarquista tremulando afora de suas janelas, ouçam a voz, pois gritamos por esperança.



Se não basta tanta exclusão força bruta e falta de dignidade, vocês ainda tentam nos jogar em um caldeirão fumegante, onde os seus belos ternos não vão derramar uma só gota de suor, mas o lugar ao sol, deu lugar ao medo deste.




Continuemos tentando, lutando, e vamos organizar uma grande "hora de acordar", movimento idealizado pelo grupo Avaaz, pedindo um pouco mais de atenção aos problemas climáticos, vamos usar as palavras e a força, e fazer mais um grito, um URRO desumano, vamos fazer AS NOSSAS PARTES.




Tão difícil acordar calado, quem dirá adormecer assim, proponho atitude e luta, proponho uma organização para gritar pelo clima, pela fome, pela saúde, por tudo.




FORTO, KREDO e LUKTO!!!




SANO!!!

sábado 29 de agosto de 2009

Sentimento e Humilhação

Vários são os sentimentos que consomem a alma daqueles que lutam.....
Lutam por manter em pé suas vontades e evitar as doces humilhações da vida....
De uma noite onde muito poderia ter dado certo....
Onde os risos deveriam prevalecer na lembrança.....
Carinho daqueles que amam.....
Mas não, o que resta e estampa as fotos e a lembrança do sentimento....
É a humilhação sentida por não ter culpa de querer........
Querer, prever e tentar, mas na última hora, ceder......
Que triste os caminhos que nos levam a desesperança.........
A apertar a mão, a ver um beijo no rosto.......
A sentir nojo, raiva, e acabar com o completo calar de tudo isso no peito.........
Por motivos que já nem sei dizer, mas que não voltarei a sentir....
Seja culpa, dó, raiva ou compaixão, companheirismo o que quer que seja........
Isso não voltará......
Jamais de novo passara por isso...........
É essa a nova meta, o novo caminho, o novo destino......
Nunca mais cederei, a ponto de deixar aqueles que me respeitam.....
Aqueles que nasceram e viveram comigo sempre........
Para dar vazão as vontades alheias........
Seja o que quiser que pensem, falem.......
Estarei sempre disposto a brigar, para defender-me........
Defender-me de todos que buscam minha humilhação...........
Fiquem a vontade, estarei a vontade diante dos que quero........
E a vocês e seus rituais ridiculos, rezo que realizem com menos razão, e razoavelmente rirão rente a nós.........
Faço votos de despedida dessa vez por todas..........

viernes 7 de agosto de 2009

Uma noite por aí!!!

Era uma noite de inverno e Bilo Bañoz caminhava até um botequim, onde pudesse ingerir uma bebida que lhe aquecesse enquanto expandia seus pensamentos que se transformavam costumeiramente em frases soltas, poemas e textos que fariam a mais ignóbil de todas as criaturas dar asas aos seus pensamentos...havia sempre algo a ser pensado, a ser dito, esse era Bilo Bañoz...
Um ser qualquer que vagueava em meio a destroços humanos, de vida, de concreto, de idéias, essa era a essência de tudo que se podia ver, sentir, falar, nada tinha sentido até que encontrasse um meio de inverter tudo em heranças.
Foi por meio de uma vida que não pode ser dita "normal", que Bilo Bañoz encontrou partes de uma história, de várias memórias e fez delas canções, pontes, laços, a aproximar de todos, aquilo que tantos tentam esconder.
Ver beleza onde a beleza existe é hoje o maior desafio de uma mente como a desse andante miserável, que pairante num mar de incertezas, buscou nas brumas um caminho sem volta, aquilo que lhe guia não é nenhuma ordem, nenhuma lei, o que lhe guia são os sentidos, as vontades e os ventos.
Bilo Bañoz faz das horas vidas, a andar pelas vilas de uma só vez, ao entrar nos becos, ao encontrar moribundos, faz da vida uma forma sem forma, transforma ao dará qualquer idéia, dá à criação um criador, no entanto não passa de um poeta, que sabe muito bem inventar, deixando a criação para os criadores.

Priscila e Rafael

viernes 24 de julio de 2009

Cético

Sobre o ser...
Nada.....
Nesse espaço, o qual não posso afirmar nem que seja um espaço.......
Não encontrarás o que busca.......
Pois não faço do espaço uma caixa.........
Cheia de entulhos, não há dúvidas......
Só não considero-o uma caixa.........
Caixas guardam coisas......
Coisas que você pode achar depois.....
Aqui você não achará nada......
Existem coisas que aqui estão.....
Mas elas não serão achadas........
Ela se perderão......
Ao ser, ao amanhã, ao Deus dará.........
Mas esse espaço, que não posso afirmar ser um espaço......
Deve de nem existir..........
Assim como as flores que a música tenta me dar.......
O que serás então de tudo????
De tudo que busca e não achas aqui????
Se você procura, o que quer que procures, deixe que procures......
Como a concordância e a saliência que produzem seus lábios......
Estes que também de cá pra lá, estão em um espaço qualquer.....
Que não chega a ser uma caixa....
Pois caixas guardam alguma coisa........
E espaços guardam as caixas que guardam algumas coisas.....
Por tudo isso que te digo, que não posso afirmar, ser isso uma caixa, nem mesmo um espaço....


Mexicano

jueves 9 de julio de 2009

Pessoas

O Poeta é um fingidor.

Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

De qualquer forma...

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho...

Fernando Pessoa por ele mesmo, ou como Caeiro, ou como quem ele quisesse ser, pode nunca ter tido a idéia fixa de ser um poeta, muito menos de criar poetas, no entanto o que me pergunto, é porque suas linhas nos levam a vontade tão forte de fazer poemas???
Será a necessidade de encontrar-se sozinho???
De virar uma esquina e dar de cara a um beco sem fim???
A forma que toma nossas vontades, faz da vida uma Vida, ou apenas um espectro daquilo que poderia ter sido.....
Se nas linhas encontramos um poema, um verso, tanto faz, o que realmente importa, é se neles encontramos o sentimento, que a vida tem tomado....
Afinal

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Ao contrario do que se possa parecer, nessas linhas que não são minhas, nesses poemas que não são meus, os sentimentos estranhamente são meus também, e seus, e de quem mais estiver a se procurar, acha-se então.

Mexicano